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A História da Web Em 2 de janeiro de 1969, a Agência de Pesquisa de Projetos Avançados (ARPA, acrônimo de Advanced Research Projects Agency) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos cria a ARPANET, com a finalidade de desenvolver pesquisas para conter um possível ataque nuclear, e a respeito de conexões de computadores via rede. As experiências da ARPANET se concentravam na criação de uma rede de computação de informações digitais, que as transmitiria em diversos e pequenos "pacotes" que seriam enviados separadamente pelas diversas conexões da rede, a fim de garantir a continuidade das comunicações militares no caso da destruição de alguma via de comunicação durante uma possível guerra. Enfim, os pesquisadores perceberam que esta era uma excelente maneira de trocar dados e de enviar correspondências eletrônicas, independente de estarem em guerra ou não. E em 1983 expandiram este sistema com a divisão da ARPANET em duas redes: ARPANET (rede civil) e MILNET (rede militar). Como era possível a troca de informações entre estas duas redes, a união delas ficou conhecida como Internet. Impulsionada por avanços tecnológicos, como o computador pessoal (PC) e o DOS, e pela sua popularização, a Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos conectou, em 1986, pesquisadores no país inteiro. O que foi um passo fundamental para o estabelecimento do Backbone (estrutura da comunicação via rede) americano. Com o passar do tempo, outros países começaram a desenvolver sistemas de comunicação baseados no mesmo princípio e a se ligar na Internet americana. Logo ela deixou de ser americana e tornou-se internacional, com o seu desligamento do governo dos EUA e a sua venda para a iniciativa privada, em 1995. Naquele momento, o Windows já superava há muito o DOS, e já existiam browsers sendo comercializados e a Internet tornava-se uma febre mundial. Mas antes disso, quando a Rede ainda era chamada de ARPANET e só atendia a interesses militares, e até um pouco depois disso, os programas utilizados para acessar a Internet não podiam exibir arquivos gráficos, portanto a comunicação era totalmente textual. Apenas mais tarde, é que foi possível visualizar via Internet a primeira imagem GIF — acrônimo de Graphics Interchange Format (formato para troca de gráficos). Somente depois é que vieram os GIFs animados, DHTML, Shockwave, PDFs entre outros formatos e linguagens que possibilitaram uma maior exploração da imagem na Rede Mundial. Vinícius Proença e Fabiano Brun |