Flash
A busca da transmissão de imagem perfeita.
A
tecnologia Flash de construção de web sites resume uma
necessidade constante do homem automatizar cada vez mais os processos
de criação e reprodução da imagem. Essa
nova tecnologia tem o intuito de avançar a imagem além
da simples representação para a comunicação
dinâmica, através de um processo que não tem o
intuito único de reproduzi-la e sim de transmiti-la.
Segundo Edmond Couchot, a primeira investida significativa neste sentido
foi a fotografia, mas ela limitava-se a transmitir mensagens que fossem
montadas cenograficamente ou captada do ambiente em um processo de
reprodução analítico automatizado, por meio de
uma trama em fotogravura (técnica “halftone”).
Era o começo da decomposição da imagem em pontos.
(processo já antes experimentado, mas manualmente, pelos Impressionistas
e Pós-Impressionistas).
O processo progrediu com a televisão, que podia decompor a
imagem móvel. Ela produzia um mosaico luminoso composto de
pontos elementares discretos, vermelhos, verdes e azuis (os luminósforos)
que, por síntese aditiva, podem reconstituir qualquer cor do
espectro visível. Mas não havia um controle sobre cada
ponto. Só com o advento do computador se obteve o domínio
do ponto de forma totalmente numérica e calculada.
Ocorria a substituição do automatismo analógico
das técnicas televisuais pelo automatismo calculado. Tinha-se
chegado ao constituinte último da imagem, o pixel.
Na procura do máximo de automatismo na geração
da imagem e completo domínio de seu constituinte mínimo,
foram desenvolvidas duas tecnologias de reprodução da
imagem em computador: a bitmap e a vetorial. A primeira pretendia
controlar ponto a ponto a imagem, foi a primeira tecnologia a ser
aprimorada para uso pela Internet e até hoje é a mais
indicada para reprodução de imagens fotográficas.
Mas esta trata a imagem com movimento como os filmes cinematográficos,
ou seja, imagens seqüenciadas. Devido a isto, as informações
necessárias para a reprodução de uma animação
contém dezenas de imagens, tornando o processo de armazenamento
mais oneroso e de reprodução mais lenta por ter que
buscar todos esses dados.
Mas o Flash possibilita uma automatização mais eficiente
da transmissão da imagem, pois usa a tecnologia vetorial. Com
ela, a imagem é calculada numericamente na hora de sua transmissão
e de acordo com as necessidades imediatas de quem a vê, adaptando-se
a diferentes monitores. Um único cálculo pode conter
uma animação inteira que não é vista mais
como uma sucessão de quadros e sim uma seqüência
matemática de eventos. Conseqüentemente, a informação
é extremamente otimizada, diminuindo o espaço necessário
para o seu armazenamento e facilitando a sua transmissão. Mas
essa tecnologia só é possível devido ao grande
poder de processamento dos computadores atuais que, ao invés
de simplesmente reproduzir dados estáticos (bitmaps), podem
calcular as imagens em tempo real (vetor).
Por
que Flash?
O
Flash demonstrou, através da pesquisa, ser a ferramenta mais
versátil para a Internet, na criação de animações
com som e interatividade personalizada. Também possibilita
a realização destas sem que haja perda de definição,
seja qual for o tamanho do monitor em que se esta visualizando o site.
Outra grande vantagem é que tudo pode ser feito com poucos
bytes, diminuindo o tempo de acesso ao site e viabilizando certos
efeitos que seriam inviáveis ou impossíveis por meio
de outras tecnologias.
Velocidade
Segundo
Derek Frankin e Brooks Patton (livro Macromedia Flash 5!), o Flash
utiliza imagens vetoriais como seu modo gráfico padrão.
As imagens vetoriais são objetos definidos por equações
matemáticas, ou vetores, que incluem informações
sobre o tamanho, a forma, a cor, o contorno e a posição
dos objetos.
Esse modo eficiente de tratar imagens gráficas mantém
os arquivos relativamente pequenos – mesmo quando se está
lidando com desenhos complexos. Além disso, como as imagens
vetoriais são independentes da resolução, uma
imagem vetorial do tamanho de um alfinete manterá o mesmo tamanho
de arquivo- sem degradação na qualidade – quando
expandida para ajustar-se à tela inteira.
Ao contrário das imagens vetoriais, que utilizam equações
matemáticas, as imagens bitmap (mapas de bits) são compostas
de uma coleção de pontos ou pixels, dispostos na forma
de grade ou retícula, um do lado do outro. Esses pixels são
normalmente tão pequenos que, a determinada distância,
se misturam na retícula para formar uma figura. Entretanto,
ao se ampliar essa figura, os minúsculos pixels quadrados se
tornam evidentes.
Embora as imagens vetoriais ofereçam vantagens quanto ao tamanho
do arquivo, alguns efeitos gráficos somente podem ser alcançados
com bitmaps. Felizmente, o Flash suporta a importação
de imagens bitmaps.
A abordagem de desenvolvimento do Flash também facilita a criação
de apresentações multimídia complexas, enquanto
ainda mantém pequenos os tamanhos do arquivo. Uma vez que elementos
como vetores, mapas de bitmaps e sons são empregados mais de
uma vez em um dado filme, o Flash permite fazer uma única versão
de um objeto, podendo-se então reutilizá-lo em outra
parte, ao invés de recriar o objeto toda vez que desejar utilizá-lo
– uma capacidade que aprimora significativamente o intuito de
minimizar o tamanho do arquivo.
Um fator – e talvez definitivo – na potencialidade do
Flash para criar multimídia de rápido carregamento na
Web é a possibilidade de fazer streaming do seu conteúdo.
Streaming é a capacidade de fazer com que arquivos grandes
com som, animação e bitmaps possam começar a
reproduzir quase instantâneamente. O público pode ver
uma apresentação de 10 a 15 minutos na Web sem notar
que seu conteúdo está sendo carregado em segundo plano.
Padrão
Web
Como
a Web continua a desenvolver-se em uma velocidade fenomenal, a falta
de padrões universais continua a ser um obstáculo para
um número de tecnologias poderosas.
Muitos desenvolvedores estão atendo-se aos princípios
básicos, em vez de correr o risco de criar problemas de compatibilidade,
incluindo recursos mais sofisticados. O Flash Player pode resolver
este problema, é um plug-in que permite o conteúdo do
programa ser visualizado consistentemente entre navegadores, sistemas
operacionais, dispositivos compatíveis com a Web e até
consoles de vídeo game (por ex., Sega Dreamcast e Sony Play
Station).
De fato 35% dos melhores sites da Web do mundo utilizam o plug-in.
E mais de 90% dos navegadores em utilização hoje –
ou quase 250 milhões de usuários – são
capazes de visualizar conteúdo em Flash sem ter de fazer download
do player.
Interatividade
Com
o Flash, pode-se criar interatividade, que faz um filme criado exibir
dados, imprimir informações, reproduzir sons, levar
os usuários para diferentes pontos no filme e reagir a eventos
de mouse. Além disso, os usuários podem arrastar e manipular
elementos do filme.
Possui ainda uma linguagem de programação própria,
a ActionScript que tem capacidade de rivalizar ou mesmo ultrapassar
as encontradas em JavaScript.
Integração
Por mais poderoso
que o Flash seja, ele precisa de um pouco de ajuda externa para projetos
mais avançados como funcionalidade de bate-papo ou sistemas
de shopping cart (para comércio eletrônico). O Flash
pode facilmente comunicar-se com servidores de aplicativo Web como
ASP e Cold Fusion ou trabalhar com scripts CGI.
Vinícius
Proença